Comprar ou alugar imóvel: calculadora comparativa
Compare financiar a casa própria com morar de aluguel e investir a diferença. Veja o patrimônio de cada caminho ano a ano e o aluguel que deixa as duas opções empatadas.
Revisão do cálculo: 01/10/2026 · Referências: Banco Central (juros por instituição) · Índice FipeZap
Patrimônio ano a ano
Memória de cálculo
Tabela anual
Como a comparação funciona
As duas estratégias começam com o mesmo dinheiro. Quem compra usa esse valor para pagar a entrada e os custos de compra; quem aluga investe exatamente o mesmo valor. A cada mês, o caminho que gasta menos aplica a diferença no investimento: se a parcela do financiamento somada à manutenção for maior que o aluguel, o inquilino investe a sobra; quando o aluguel passar a custar mais (por exemplo, depois de quitado o imóvel), é o proprietário quem investe.
No fim do horizonte escolhido, o patrimônio de quem comprou é o valor estimado do imóvel menos o saldo devedor, somado ao que tiver investido. O patrimônio de quem alugou é o saldo acumulado dos investimentos. Vence o caminho com o maior patrimônio.
Alugando = entrada e custos investidos + diferenças mensais investidas
O que mais pesa na decisão
- Juros do financiamento x rendimento dos investimentos: com o crédito imobiliário caro, cada real financiado custa mais do que renderia aplicado, o que favorece o aluguel. Compare as taxas efetivas no ranking de juros do Banco Central.
- Relação entre aluguel e preço: quanto mais caro o aluguel em relação ao valor do imóvel, mais a compra compensa. O Índice FipeZap divulga essa rentabilidade por cidade.
- Valorização do imóvel: uma valorização acima da inflação favorece a compra; imóveis que só acompanham a inflação dependem mais dos juros e do aluguel.
- Horizonte: custos de compra como ITBI, escritura e registro são pagos uma vez só e pesam mais em prazos curtos. Quem pretende se mudar em poucos anos tende a ter vantagem alugando.
Custos da compra que muita gente esquece
Além da entrada, a compra exige o ITBI, imposto municipal que costuma variar de 2% a 3% do valor do imóvel, além de escritura, registro em cartório, avaliação do banco e tarifas. Por isso o campo "Custos de compra" começa em 4%. No financiamento, os seguros obrigatórios (MIP e DFI) e a TR podem aumentar a parcela. Como proprietário, você também passa a arcar com reformas e manutenção. IPTU e condomínio não entram na comparação porque, em geral, o inquilino também paga essas despesas.
O que a simulação não considera
A ferramenta não inclui o uso do FGTS na entrada ou nas parcelas, seguros do financiamento, correção pela TR, corretagem e Imposto de Renda sobre ganho de capital em uma eventual venda, nem amortizações extraordinárias. Também não mede fatores não financeiros, como a segurança de ter a casa própria ou a liberdade de mudar de bairro. Use o resultado para comparar cenários e teste hipóteses mais pessimistas e otimistas antes de decidir.
Perguntas frequentes
Comprar ou alugar: o que vale mais a pena em 2026?
Depende dos juros do financiamento, do rendimento dos investimentos, da valorização do imóvel e da relação entre aluguel e preço. Com juros altos, alugar e investir a diferença costuma levar vantagem em horizontes curtos e médios; com aluguel caro em relação ao valor do imóvel ou horizonte longo, comprar tende a compensar. A calculadora mostra o aluguel que empata as duas opções no seu cenário.
O que é o aluguel de equilíbrio?
É o aluguel inicial com o qual comprar e alugar terminam com o mesmo patrimônio no horizonte escolhido, mantidas as demais hipóteses. Se o aluguel real for maior, comprar leva vantagem; se for menor, alugar e investir a diferença sai na frente.
Quais custos entram na compra de um imóvel?
Além da entrada, há o ITBI (em geral de 2% a 3% do valor, conforme o município), escritura e registro em cartório, avaliação do banco e tarifas. Durante o financiamento, há os seguros obrigatórios e, como proprietário, os gastos com manutenção.
Por que a simulação considera investir a diferença?
Porque o dinheiro da entrada e a diferença entre parcela e aluguel poderiam render se não fossem usados no imóvel. Sem considerar esse custo de oportunidade, a comparação favoreceria artificialmente a compra.