Calculadora de dívida do cartão de crédito
Não vai conseguir pagar a fatura inteira? Compare o custo de parcelar a fatura, de deixar o saldo no rotativo por um mês e de pegar um empréstimo para quitar, já com o teto legal de juros do cartão.
Revisão do cálculo: 01/10/2026 · Fontes: Lei nº 14.690/2023 · Banco Central
Comparação detalhada
Rotativo, parcelamento e empréstimo: qual a diferença
Quando você paga menos que o valor total da fatura, o saldo restante entra no crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do país. Pelas regras do Conselho Monetário Nacional, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, ou você quita o valor, ou o banco oferece o parcelamento da fatura, com juros menores que os do rotativo.
A terceira saída é contratar um empréstimo mais barato, como o consignado ou um crédito pessoal com taxa menor, e usar o dinheiro para pagar a fatura à vista. Essa troca de dívida cara por dívida barata costuma ser a opção de menor custo, desde que a nova parcela caiba no orçamento.
O teto de juros do cartão
Desde 3 de janeiro de 2024, a Lei nº 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Na prática, uma dívida de R$ 1.000 no cartão nunca pode passar de R$ 2.000 em juros e encargos somados ao principal. A calculadora aplica esse limite às duas opções do cartão. O teto vale para dívidas contraídas a partir da vigência da regra e não se aplica a empréstimos pessoais.
| Modalidade | Taxa média (ago/2026) | Teto de 100% |
|---|---|---|
| Rotativo do cartão | 444,9% ao ano | Sim |
| Parcelamento da fatura | 192,1% ao ano | Sim |
| Empréstimo pessoal | Varia por banco | Não |
Taxas médias divulgadas pelo Banco Central. Consulte as taxas de cada instituição no ranking de juros do BC.
Como usar o resultado
- Compare pelo total pago: uma parcela menor em mais meses pode custar bem mais no fim.
- Confira o CET: o Custo Efetivo Total inclui IOF, tarifas e seguros e é o número certo para comparar propostas.
- Considere a portabilidade: desde julho de 2024 é possível levar o saldo devedor do cartão para outra instituição que ofereça condições melhores.
- Corte a causa: enquanto a dívida existir, evite novas compras no cartão para não acumular faturas.
Perguntas frequentes
Quanto tempo posso ficar no rotativo do cartão?
Somente até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o saldo precisa ser pago ou parcelado, e o banco deve oferecer o parcelamento com juros menores que os do rotativo.
Os juros do cartão têm limite?
Sim. Pela Lei nº 14.690/2023, em vigor desde 3 de janeiro de 2024, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida.
Vale a pena pegar um empréstimo para pagar o cartão?
Em geral, sim, quando a taxa do empréstimo é bem menor que a do cartão e a parcela cabe no orçamento. O consignado costuma ter as menores taxas. Compare sempre o Custo Efetivo Total e não volte a usar o limite do cartão enquanto paga o empréstimo.
Pagar o mínimo da fatura é uma boa ideia?
Só como último recurso. O valor que fica em aberto entra no rotativo, que tem os juros mais altos do mercado. Se não for possível pagar a fatura inteira, compare o parcelamento e o empréstimo nesta calculadora.
Fontes oficiais
Lei nº 14.690/2023 · Juros do cartão de crédito — Banco Central