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Calculadora de dívida do cartão de crédito

Não vai conseguir pagar a fatura inteira? Compare o custo de parcelar a fatura, de deixar o saldo no rotativo por um mês e de pegar um empréstimo para quitar, já com o teto legal de juros do cartão.

Revisão do cálculo: 01/10/2026 · Fontes: Lei nº 14.690/2023 · Banco Central

Sua dívida

As taxas iniciais são hipóteses próximas das médias divulgadas pelo Banco Central em 2026 (rotativo de 444,9% e parcelado de 192,1% ao ano em agosto). Use as taxas da sua fatura ou da proposta do banco. IOF e seguros não estão incluídos.

Juros de 1 mês no rotativo—
Opção mais barata—
Total pago na melhor opção—
Economia sobre a pior opção—

Comparação detalhada

Rotativo, parcelamento e empréstimo: qual a diferença

Quando você paga menos que o valor total da fatura, o saldo restante entra no crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do país. Pelas regras do Conselho Monetário Nacional, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, ou você quita o valor, ou o banco oferece o parcelamento da fatura, com juros menores que os do rotativo.

A terceira saída é contratar um empréstimo mais barato, como o consignado ou um crédito pessoal com taxa menor, e usar o dinheiro para pagar a fatura à vista. Essa troca de dívida cara por dívida barata costuma ser a opção de menor custo, desde que a nova parcela caiba no orçamento.

O teto de juros do cartão

Desde 3 de janeiro de 2024, a Lei nº 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Na prática, uma dívida de R$ 1.000 no cartão nunca pode passar de R$ 2.000 em juros e encargos somados ao principal. A calculadora aplica esse limite às duas opções do cartão. O teto vale para dívidas contraídas a partir da vigência da regra e não se aplica a empréstimos pessoais.

ModalidadeTaxa média (ago/2026)Teto de 100%
Rotativo do cartão444,9% ao anoSim
Parcelamento da fatura192,1% ao anoSim
Empréstimo pessoalVaria por bancoNão

Taxas médias divulgadas pelo Banco Central. Consulte as taxas de cada instituição no ranking de juros do BC.

Como usar o resultado

  • Compare pelo total pago: uma parcela menor em mais meses pode custar bem mais no fim.
  • Confira o CET: o Custo Efetivo Total inclui IOF, tarifas e seguros e é o número certo para comparar propostas.
  • Considere a portabilidade: desde julho de 2024 é possível levar o saldo devedor do cartão para outra instituição que ofereça condições melhores.
  • Corte a causa: enquanto a dívida existir, evite novas compras no cartão para não acumular faturas.

Perguntas frequentes

Quanto tempo posso ficar no rotativo do cartão?

Somente até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o saldo precisa ser pago ou parcelado, e o banco deve oferecer o parcelamento com juros menores que os do rotativo.

Os juros do cartão têm limite?

Sim. Pela Lei nº 14.690/2023, em vigor desde 3 de janeiro de 2024, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida.

Vale a pena pegar um empréstimo para pagar o cartão?

Em geral, sim, quando a taxa do empréstimo é bem menor que a do cartão e a parcela cabe no orçamento. O consignado costuma ter as menores taxas. Compare sempre o Custo Efetivo Total e não volte a usar o limite do cartão enquanto paga o empréstimo.

Pagar o mínimo da fatura é uma boa ideia?

Só como último recurso. O valor que fica em aberto entra no rotativo, que tem os juros mais altos do mercado. Se não for possível pagar a fatura inteira, compare o parcelamento e o empréstimo nesta calculadora.

Fontes oficiais

Lei nº 14.690/2023 · Juros do cartão de crédito — Banco Central

Simulação educativa. As condições reais dependem do contrato do seu cartão e da proposta de cada instituição financeira; confira o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar.